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Brasil atrás de ouro inédito em casa

Craque Neymar comandará equipe em busca de resultado histórico para o país nos Jogos Olímpicos Rio 2016

O futebol foi o segundo esporte coletivo a entrar oficialmente nos Jogos Olímpicos, atrás apenas do polo aquático, em Paris 1908. Mesmo depois de mais de 100 anos dentro do Programa Olímpico, o Brasil, país com mais títulos de Copa do Mundo (cinco), nunca conquistou uma medalha de ouro. Agora, no Rio 2016, a Seleção Brasileira tem a oportunidade de mudar essa história em casa.

Após a derrota do Brasil por 7x1 contra a Alemanha na última Copa do Mundo, a pressão pelo ouro inédito aumentou sobre o país. Por isso, o atacante Neymar priorizou a participação nos Jogos Olímpicos em detrimento da Copa América. O torneio olímpico não permite mais do que três atletas com mais de 23 anos nas equipes. O astro do Barcelona é nome certo na equipe brasileira, que terá os jovens Gabriel Jesus, do Palmeiras, e Gabriel Barbosa, mais conhecido como Gabigol, do Santos, como outros destaques. O Brasil vive um momento conturbado com a recente queda do treinador Dunga dois meses antes da estreia. O substituto na seleção olímpica será Rogério Micale, que comanda a equipe Sub-21 do país. 

Já faz algum tempo que o país persegue o ouro olímpico. De um total de 23 edições do torneio olímpico de futebol, o Brasil esteve presente em 12. A seleção esteve perto da medalha em Los Angeles 1984, Seul 1988 e Londres 2012, mas em todas precisou se conformar com a prata. Além disso, foi bronze em Atlanta 1996 e Pequim 2008. Grandes craques do passado já vestiram a camisa canarinho nas Olimpíadas, como Vavá, Gerson, Falcão, Roberto Dinamite, Romário, Bebeto, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. O país já marcou 100 gols em suas participações olímpicas.

A trajetória rumo ao ouro inédito no Rio, porém, não será nada fácil. Tanto que a seleção não anda inspirando muita confiança nos apostadores. Diferentemente da bem cotada Alemanha, atual campeã do mundo, que também nunca chegou ao ouro olímpico e será uma das potências a participar dos Jogos. O país só conseguiu medalhas quando estava dividido: um bronze, em Seul 1988, ainda como Alemanha Ocidental; e um ouro (Montreal 1976), uma prata (Moscou 1980) e um bronze (Munique 1972) como Alemanha Oriental. Houve ainda um bronze em Tóquio 1964 com a Equipe Alemã Unida, ou seja, uma seleção reunindo os melhores das Alemanhas Ocidental e Oriental.

A tradição de medalhas no futebol olímpico é bem diferente da Copa do Mundo, já que anteriormente não era permitida participação de nenhum jogador profissional. Por isso, entre Helsinque 1952 e Moscou 1980, somente países da Cortina de Ferro, como eram conhecida as nações socialistas na época, venceram os Jogos. Depois disso, França (Los Angeles 1984), Espanha (Barcelona 1992) e as sensações africanas Nigéria (Atlanta 96) e Camarões (Sidney 2000) colocaram o ouro no peito, além da União Soviética em Seul 1988.

As últimas edições foram dominadas pela América Latina. Argentina, em Atenas 2004 e Pequim 2008, e México, nos Jogos de Londres 2012, foram os mais recentes campeões. 

O torneio olímpico do Rio 2016 poderia ser um verdadeiro desfile de craques. Argentina, Colômbia, Portugal e Suécia, tinham a opção de trazer seus craques Messi, James Rodrigues, Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic, mas os atletas já declararam que não participarão. O futebol olímpico não faz parte do calendário oficial da Fifa, o que dificulta a vinda destes jogadores, que utilizaram o período para descansar após desgastante temporada no futebol europeu.

De todo modo, além de países tradicionais, o futebol olímpico do Rio contará ainda com nações com histórico de glórias na competição, como o atual campeão México e a sempre forte Nigéria.

Mesmo sem o Messi, melhor jogador do mundo na atualidade, a Argentina chega embalada. O país conseguiu subir ao pódio em outras três ocasiões: após as frustrações de ficar apenas com a medalha de prata em Amsterdã 1928 e Atlanta 1996, teve o prazer de levar o ouro tanto em Atenas 2004 quanto em Pequim 2008. Artilheiro do Sul-americano Sub-20, com nove gols, Giovanni Simeone, atacante do River Plate e filho do ex-jogador e atual técnico do Atletico de Madrid, Diego Simeone, é o destaque da equipe.

Da Europa, além da Alemanha, Suécia e Portugal, quem também desembarcará no Rio de Janeiro é a Dinamarca. O continente africano, sempre forte nos Jogos Olímpicos, terá a Argélia, África do Sul e Nigéria. O Iraque representará o Oriente Médio. Japão e Coreia, da Ásia, também podem surpreender alguns favoritos. Já Ilhas Fiji, da Oceania, e Honduras, da América Central, provavelmente serão meros coadjuvantes.

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