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Champions League

Não tem Neymar. A derrota do Barcelona para o Atlético de Madrid por 2 a 0, pelas quartas-de-final da temporada 2015/2016 da Liga dos Campeões da Europa, eliminou o time catalão do torneio e ofereceu o efeito colateral de tirar o principal jogador brasileiro - e um dos maiores do mundo - das semifinais da mais importante competição entre clubes do mundo.

Não tem Barça. A Liga (cuja final está marcada para 28 de maio, no estádio San Siro, em Milão/ITA) reúne em suas semifinais o Real Madrid (ESP) contra o Manchester City (ING) e o Bayern de Munique (ALE) diante do Atlético de Madrid (ESP). No site de probabilidades Dhoze, o Real lidera as apostas com 2.40 (contra 3.20 do City), enquanto o Bayern supera o Atlético de Madrid com estreita margem: 2.70 x 2.90.

Não há fã de futebol no mundo hoje que não lamente a ausência de Neymar entre os semifinalistas da competição europeia. Basta lembrar que, na temporada passada, o ex-atacante do Santos foi um dos principais jogadores da Liga, tendo, inclusive, marcado o terceiro gol do Barcelona na vitória por 3 a 1, sobre a Juventus, na partida final do torneio. Sem o craque da seleção brasileira, e considerando os demais jogadores brasileiros envolvidos na sequência da competição, não seria exagero acomodar as expectativas de desempenho nas finais sobre o meia-atacante Douglas Costa, do Bayern.

Seria razoável, ainda, supor que outros brasileiros, como os laterais Marcelo, do Real Madrid, e Filipe Luis, do Atlético de Madrid, venham a ter boas atuações nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa - embora nenhum deles viva uma fase excepcional em seus clubes. Por outro lado, é imperativo reconhecer que Douglas Costa pode ser o fiel da balança a favor do time alemão na reta final da competição.

O meia-atacante, de 25 anos, ainda procura se firmar com a camisa da seleção brasileira, embora tenha colhido alguns elogios do técnico Dunga e dos companheiros. "Isso faz parte. Aos poucos, venho convencendo todo mundo. As pessoas tendem a mudar com o tempo. É preciso ter tempo para isso", disse o jogador em entrevista recente.

Revelado pelo Grêmio e com boa passagem pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Douglas tem demonstrado gratidão pela sorte em trabalhar com o treinador espanhol Pep Guardiola, ex-Barcelona. "Você é convocado para a seleção pelo que faz no seu clube. Consegui fazer um grande trabalho com o Guardiola, com quem aprendi bastante taticamente", disse Douglas, acrescentando. "Falar dele é até fácil, porque é um gênio. Quando precisamos de algo diferente, ele muda as coisas, e dá certo. É um dom dele", completa o brasileiro, que ensaia o adeus ao técnico, já comprometido com a mudança para o Manchester City ao final da atual temporada.

A ausência do supertime do Barcelona embaralhou as cartas nas finais da Liga. Favorito absoluto, a equipe catalã, dona do ataque mais celebrado do mundo (Messi-Neymar-Suarez), caiu diante dos rivais do Atlético por conta de um futebol um tanto previsível, carente das constantes trocas de passes entre os atacantes e dos lampejos de gênio de Messi ou Neymar. Assim, sobre qual equipe recai o favoritismo? O peso das camisas sugere que Real Madrid e Bayern de Munique farão a grande final da Liga este ano, mas tal afirmativa pode tremer sobre seus alicerces se considerarmos que Manchester e Atlético, franco-atiradores, têm exibido um futebol equilibrado, mediante a técnica e a ousadia de jogadores como o argentino Aguero, do time inglês, e o francês Antoine Griezmann, da equipe madrilenha.

Para o bem ou para o mal, o brasileiro Neymar é um capítulo à parte. Especialmente na seleção brasileira, o jogador tem exibido descontrole emocional incompatível com a braçadeira de capitão que ostenta e, claro, com a condição de principal craque e referência do time de Dunga. No Barcelona, embora esteja longe do mau futebol, tem sido anulado sem muitos problemas pelas defesas rivais e, pior, ensaiado o mesmo desgoverno psicológico que já se tornou comum com a camisa amarela.

As semifinais da Liga dos Campeões perde muito com a ausência de Neymar. Em nenhum dos quatro semifinalistas há um atacante tão habilidoso e imprevisível quanto o brasileiro. Opa, o Real Madrid tem o furacão português Cristiano Ronaldo, que simplesmente marcou os três gols da vitória sobre o Wolfsburg no segundo jogo das quartas-de-final. Sim, é um grande atacante. Mas já é um jogador maduro, formado, enquanto Neymar, com apenas 24 anos, permite a previsão de que seu futebol ainda tem muito a evoluir, levando-o à condição de maior jogador do planeta em pouco tempo. Sem ele, pior para a Liga dos Campeões.

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