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Del Valle surpreende Boca Juniors, faz a alegria de investidores e fará a final da Libertadores conta o Atlético Nacional

Definida a grande final da Libertadores 2016: Atlético Nacional-COL x Independiente del Valle-ECU vão disputar o principal título do futebol sul-americano nas próximas duas semanas (20 e 27 de julho). De todas as possibilidades de final essa era a menos provável, visto que as duas equipes enfrentaram dois gigantes da América do Sul nas semifinais. Surpresa do torneio, o time equatoriano venceu o Boca Juniors por 3 a 2 e calou um La Bombonera lotado na última quinta-feira (14). Um dia antes (13), do outro lado da chave, o Atlético Nacional confirmou o favoritismo e despachou o São Paulo por 2 a 1 em Medellín.

Será a primeira vez desde o distante ano de 1991 que não há um representante de Brasil ou Argentina na final do torneio. A surpreendente final fez a alegria dos que resolveram apostar nas zebras, principalmente no azarão equatoriano. Apesar de ter vencido o primeiro duelo no Equador por 2 a 1, um triunfo do Del Valle na Argentina era extremamente improvável. A vitória no La Bombonera pagou incríveis 7,75 para cada real apostado! O Atlético Nacional entrou como favorito na outra semifinal pela vitória por 2 a 0 no Morumbi. Um triunfo colombiano pagou 2,12 para cada real investido.

Festa equatoriana no La Bombonera

Antes dos dois duelos das semifinais, o meia Riquelme - ídolo do Boca - disse em entrevista a uma rádio argentina que o confronto diante do Del Valle seriam as semifinais mais fáceis da história do time argentino. Ledo engano. Os equatorianos entraram ainda mais motivados para calar o ex-camisa 10 e deram a resposta dentro de campo. Pela primeira vez na história o time, que nem possui um título de campeão do Equador, está na grande final Sul-Americana.

Apesar da vitória equatoriana, o Independiente começou o duelo da última quinta-feira (14) levando um baita susto. A máxima foi a mesma do primeiro embate entre as equipes no Equador: pressão do Boca e gol argentino logo no começo da partida. A forte pressão e a marcação alta do time da casa deu resultado logo aos três minutos da etapa inicial. Fabra recuperou a posse já no campo de ataque e cruzou rasteiro para Pavón, de carrinho, colocar no fundo da rede.

O tento fez a Bombonera pulsar: o Boca Juniors foi com tudo para cima do Del Valle. A equipe equatoriana ficou acuada no campo de defesa e por pouco não levou mais um ou dois gols. Foram vinte minutos de muita pressão, mas o Boca não ampliou a vantagem no momento em que estava melhor na partida. Pagou o preço por isso. Em uma das primeiras jogadas ofensivas do Del Valle, aos 24 minutos, o zagueiro Luis Caicedo pegou o rebote do escanteio e colocou a bola no ângulo, sem chances para Orión. O Boca sentiu o empate. O time da casa até criou outras boas chances de gol no final da primeira etapa, mas parou nas mãos do bom goleiro Azcona. Quando o arqueiro não teve chances de espalmar, o chute de Lodeiro explodiu no travessão.

Mais encaixado, o Independiente del Valle voltou melhor para o segundo tempo. O então azarão precisou de apenas dois minutos para marcar duas vezes e praticamente liquidar a fatura nos minutos iniciais. A virada aconteceu em jogada rápida pela esquerda: Bryan Cabezas invadiu a grande área e chutou cruzado no canto de Orión. No minuto seguinte, o goleiro argentino mostrou que realmente sentiu o baque. Na tentativa de sair jogando, o arqueiro deu a bola de bandeja para Julio Angulo. De canhota, o atacante cutucou e anotou o terceiro.

Silêncio na Bombonera. O Boca seguia com mais posse de bola, mas já estava totalmente desordenado em campo. Não levava o mesmo perigo da primeira etapa. Aos 23 minutos veio um resquício de esperança com a marcação de um pênalti para os argentinos. O atacante Lodeiro, ex-Corinthians e Botafogo, cobrou muito, mas muito mal. Defesa fácil para Azcona. O Boca até diminuiu aos 42 minutos, mas nem Diego Maradona estava mais presente no estádio. Festa equatoriana em solo argentino, para desespero de Riquelme.

Atlético nacional confirma favoritismo e também avança

Do outro lado da chave, foi o fim da linha para o último representante brasileiro no torneio. Desacreditado por muitos, para não dizer todos, o São Paulo foi valente em Medellín, mas saiu do Atanasio Girardot derrotado. A missão era muito difícil: reverter uma desvantagem de 2 a 0 do jogo de ida fora e de casa e muito desfalcado. Não deu para o time do Morumbi.

Apesar da clara superioridade do clube colombiano ao longo dos dois duelos, o Tricolor reclama - e com razão - de um erro da arbitragem que poderia ter feito a diferença. Quando a partida estava empatada em 1 a 1, ainda na primeira etapa, o árbitro Patricio Polic não assinalou um pênalti claro em favor do São Paulo. Mesmo com outra derrota, essa por 2 a 1, ficou aquele gostinho de que a história poderia ter sido diferente.

Franco favorito, o Atlético parecia sentir o peso da responsabilidade no início do duelo. O Tricolor sentiu o bom momento e começou melhor na partida. Não demorou para o time brasileiro abrir o marcador. Artilheiro da Libertadores, o argentino Calleri desviou de cabeça o cruzamento de Michel Bastos e colocou a bola no canto superior direito de Armani.

A festa do torcedor do São Paulo durou pouco. O Nacional empatou a partida logo aos 15 do primeiro tempo, mais uma vez com Borja. O atacante foi o carrasco do Tricolor no confronto: anotou os dois tentos de sua equipe no Morumbi e voltou a marcar na Colômbia. Ele aproveitou falha feia do zagueiro Lugano e chutou cruzado no canto esquerdo de Dênis. O time paulista até poderia ter tido a chance de voltar na frente do placar, mas o árbitro não marcou um pênalti sofrido por Hudson nos minutos finais da primeira etapa.

O Atlético Nacional voltou melhor para o segundo tempo. Tocou mais a bola e envolveu o Tricolor. O São Paulo até mostrava disposição, mas pecava demais na finalização das jogadas. Melhor na partida, a equipe colombiana matou o confronto aos 32 da etapa final em cobrança de pênalti. Advinha quem bateu a penalidade? Sim, Miguel Borja, sempre ele. Após a marcação do pênalti - que existiu - os jogadores do São Paulo perderam o controle emocional. Lugano e o meia Wesley foram expulsos na confusão. Com dois atletas a mais, o Nacional administrou a vantagem até o apito final.

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