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Euro Futebol 2016

Euro

Maior campeonato entre seleções depois da Copa do Mundo, a Eurocopa, cuja 15ª edição acontecerá de 10 de junho a 10 de julho, na França, com 24 equipes, colocará em lados opostos as duas escolas mais bem-sucedidas do futebol mundial nos últimos anos: a espanhola - campeã do mundo em 2010 e atual bicampeã europeia em 2008/2012 - e a alemã - campeã do mundo em 2014.

Um lado, o espanhol, fracassou no mundial realizado no Brasil, ao qual chegara como grande favorito, depois de encantar o mundo com a seleção e o clube do qual era o espelho e principal fonte de talentos, o Barcelona. O chamado tic-tac criado pelo técnico Pep Guardiola no Barça - o futebol de constante troca de passes, posse de bola e ataques surpreendentes e letais - foi transplantado para a Fúria, comandada por Vicente Del Bosque. O resultado foi o domínio espanhol do cenário mundial de 2008 até as vésperas da Copa de 2014, período no qual, em paralelo, o Barcelona se transformou no esquadrão mais poderoso do planeta.

Quando o mundo só tinha olhos para o futebol refinado de craques como Iniesta e Xavi, o "futebol-total" da Alemanha veio à tona para impressionar pela disciplina tática, sem abrir mão de jogadores de talento, como Kros e Lamm. O trabalho de longo prazo do técnico Joaquim Low, iniciado em 2006, finalmente colheu seus frutos na Copa de 2014. Sem a truculência que marcara outras seleções alemãs, Low imprimiu um estilo sóbrio e coeso, avesso a firulas, mas com capacidade fenomenal de chegar à área adversária com qualidade. O auge desse estilo vitimou o combalido futebol brasileiro, na histórica semifinal do Mineirão, em Belo Horizonte, com o placar de 7 a 1 para a Alemanha.

A partir de junho, na França, estaremos diante do esgotamento definitivo do estilo de jogo espanhol e da confirmação da eficiência alemã? Terá a Espanha fôlego para superar o fiasco de 2014 no Brasil? Ou o futebol europeu guarda em segredo uma terceira via capaz de renovar o esporte mais uma vez?

Tal papel certamente não caberá à Holanda, que, surpreendentemente, não se classificou para a competição. Não deve ser coincidência que Espanha e Alemanha tenham mantidos seus treinadores para mais esse desafio. Por seu lado, Del Bosque sinalizou que mudanças consistentes podem estar pela frente na sua última convocação para amistosos: deixou a estrela Iniesta de fora e, no ataque, deu oportunidades para jogadores desconhecidos como Nolito, do Celta de Vigo, e Alcacer, do Valencia.

Seja como for, paira sobre a Espanha a incômoda interrogação, alimentada pelas más atuações recentes do Barcelona, sobre um possível ocaso da geração de Iniesta, Casillas, Xavi e Xabi Alonso, que, até bem pouco tempo atrás, provocava arrepios em qualquer adversário mundo afora.

Já o técnico Joaquim Low, como esperado, vem mantendo a base da seleção campeã mundial em 2014. Recentemente, tropeçou ao perder para a Inglaterra por 3 a 2, após estar vencendo sem sustos por 2 a 0, mas em seguida se recuperou com uma goleada de 4 a 1 sobre a eterna rival Itália. Esta última, às voltas com uma difícil renovação em todos os setores, não vem despertando confiança. No site bet365, a Azzurra é apenas a sexta colocada entre as mais citadas como provável campeã da Eurocopa. A Alemanha lidera a preferência, seguida por França e Espanha.

Os franceses, donos da casa, tiveram bom desempenho em amistosos recentes, derrotando a Holanda por 3 a 2 e a Rússia por 4 a 2. Na última convocação, o treinador Didier Deschamps não chamou o atacante Benzema, do Real Madrid, e o meia Valbuena, do Lyon, ambos envolvidos num suposto escândalo sexual. "Eu elejo os que considero mais adequados e esses dois jogadores voltarão à seleção quando eu considerar oportuno. Sou eu quem decido", disse Deschamps, que deu oportunidade ao talentoso volante Kanté, do Leicester (ING).

As 24 seleções vão começar a disputa da Eurocopa 2016 divididas em seis grupos de quatro equipes. No Grupo A, estão Albânia, França, Romênia e Suíça. No B, Eslováquia, Inglaterra, País de Gales e Rússia. No C, Alemanha, Irlanda do Norte, Polônia e Ucrânia. No D, Croácia, Espanha, República Checa e Turquia. No Grupo E, estão Bélgica, Irlanda, Itália e Suécia. E no Grupo F, Áustria, Hungria, Islândia e Portugal. O campeão estará classificado para jogar a Copa das Confederações de 2017, na Rússia, sede da Copa do Mundo em 2018.

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