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Nacional bate o Del Valle e se consagra o melhor campeão da história recente da Libertadores

Não foi a melhor das atuações do Atlético Nacional na Copa Libertadores, mas a vitória por 1 a 0 na grande final fechou com chave de ouro uma das melhores campanhas da história do torneio continental. Justiça e futebol nem sempre andam lado a lado, mas na noite desta quarta-feira (28) elas estiveram mais juntas do que nunca. O gol do iluminado Borja foi suficiente para o time da Colômbia vencer o Independiente del Valle no Atanasio Girardot e levantar o caneco de campeão da América do Sul! A festa em Medellín não tem hora para acabar.

O triunfo fechou com chave de ouro uma caminhada impecável do time colombiano: foram 33 pontos em 14 partidas disputadas. Os comandados de Reinaldo Rueda superaram o Boca Juniors de 2003, que foi campeão ao conquistar 32 pontos entre partidas da fase de grupos e de mata-mata. Nunca um time na história recente da Libertadores - desde 1989 - foi tão perfeita para ganhar o torneio no formato atual. A conquista também carimba o passaporte dos colombianos para a disputa do Mundial de Clubes no Japão, em dezembro.

Os números mostram que a conquista do Nacional foi incontestável: foi o melhor time da fase de grupos (cinco vitórias e um empate) e passou os primeiros sete jogos sem levar gols. Possui o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Não há dúvida em afirmar que a América acorda alviverde nesta quinta-feira (28).

A trajetória do Atlético na Libertadores é indiscutível, mas o desempenho na finalíssima pode e deve ser contestado. O time colombiano caiu de produção depois dos 25 minutos iniciais - talvez sentindo o peso do favoritismo e a pressão de atuar sob os olhares de 45 mil fanáticos. Coube ao predestinado Borja o gol que deu ao Nacional o segundo título da competição. O “carrasco” do São Paulo anotou cinco gols nas quatro partidas finais e se igualou a nada menos que Pelé - o rei do futebol teve o mesmo desempenho na Libertadores de 1963.

Do lado perdedor foi o fim de um ‘conto de fadas’ de uma equipe desconhecida e que  - por muito pouco - não entrou para a história. Aliás, mesmo sem a taça de campeão o Independiente del Valle marcou seu nome no torneio: não é qualquer equipe que elimina os gigantes River Plate e Boca Juniors - com os jogos de volta sempre na Argentina. Apesar do desempenho fraco na grande final, ficou um gostinho de injustiça: o time equatoriano reclamou demais de um pênalti no início do segundo tempo, que não foi marcado.

Os investidores que acreditaram em uma vitória do Nacional lucraram 1,41 para cada real investido. O que fez muita gente sorrir na final da Libertadores foi o placar da grande final: 1 a 0. Segundo dados da www.oddsshark.com/br, quem investiu na vitória dos colombianos pelo placar mínimo teve um lucro de 600%! Os que investiram no “under” de 1,5 gols também estão muito felizes hoje - a partida ter menos de 1,5 gol rendeu 3,60 para cada real investido. A festa é em Medellín, mas muita gente mundo afora também está comemorando bastante.

Pressão do Nacional e gol logo no começo

Empurrado por mais de 45 mil vozes, o Atlético Nacional tratou de exercer uma pressão muito forte nos minutos iniciais. Falando o português claro: o Del Valle não viu nem a cor da bola. Com 17 segundos de jogo veio a primeira grande chance com Borja: o atacante recebeu de Guerra e chutou muito próximo do travessão. Mal sabia ele que faria o Atanasio Girardot explodir alguns minutos depois.

Borja teve outra chance de gol aos oito da primeira etapa – e essa ele não desperdiçou. O maestro Macnelly Torres cobrou falta na entrada da grande área e a bola acabou batendo na trave. O rebote caiu nos pés de Borja. A bola sempre procura o artilheiro. O camisa 23 mostrou oportunismo e chutou com força de pé direito, sem chances para Azcona. Aberto o placar em Medellín!

O Del Valle sentiu o golpe. Os equatorianos não conseguiam manter um mínimo de organização e abusavam das ligações diretas. Enquanto isso, o Nacional seguia criando oportunidades. A primeira grande chance dos visitantes veio apenas aos 34 da etapa inicial com José Angulo - mesmo atuando no sacrifício. O atacante recebeu bom passe de Sornoza e mandou por cima do gol de Armani. Vitória parcial do Nacional no fim do primeiro tempo.

Polêmica e comemoração colombiana

A segunda etapa começou com o lance mais polêmico do duelo - logo no primeiro minuto. Uchuari, que havia acabado de entrar, recebeu boa bola na entrada da área. O atacante aplicou um chapéu em Bocanegra e - na hora do chute - sofreu um carrinho de Henríquez. A ação do zagueiro foi apenas nas pernas de Uchuari. Lance polêmico que foi constantemente citado pelo técnico do Del Valle no final da partida.

Após o susto, o Atlético retomou a pressão da primeira etapa e teve várias chances de ampliar o marcador. Marlos Moreno criou duas grandes oportunidades de marcar - Borja também voltou a ameaçar o goleiro Azcona. O Del Valle voltou a assustar os torcedores colombianos apenas aos 19 da etapa final - novamente nos pés de Uchuari.

O Nacional diminuiu o ritmo nos quinze minutos finais e administrou o resultado. O toque de bola foi envolvente - em nenhum momento o Atlético foi ameaçado. Os colombianos esperaram o apito final de Néstor Pitana para comemorar o tão sonhado bicampeonato do maior torneio da América do Sul!

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