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Olha a zebra japonesa! Kashima bate Atlético Nacional na semi do Mundial e paga quase 5 para 1!

Foto: Atsushi Tomura/Getty Images

O Mundial de Clubes da FIFA não vem sendo acompanhado com afinco pelos brasileiros desde 2013 - quando o Atlético-MG foi o representante sul-americano no torneio. Fato que certamente mudou na manhã desta quarta-feira (14), pois o Atlético Nacional esteve em campo em solo japonês. Parafraseando um famoso narrador esportivo, não é exagero dizer que “o Atlético Nacional foi Brasil no Mundial”. Infelizmente não deu para os nossos irmãos colombianos: a equipe sofreu um apagão na segunda etapa e acabou perdendo por 3 a 0 no Estádio Suita City. Olha a zebra japonesa aí!

Certamente o revés doeu também no coração dos brasileiros. A equipe colombiana ganhou a simpatia do Brasil e do mundo após a série de homenagens realizadas para honrar nossos guerreiros da Chapecoense - que se foram no trágico acidente aéreo há algumas semanas. O Atlético abriu mão do título da Copa Sul-Americana de 2016 pedindo que a honraria fosse concedida ao time catarinense - sugestão aceita pela Conmebol. O carinho e a solidariedade do povo da Colômbia foi algo inexplicável. Mesmo após a dolorida derrota, os colombianos entraram para a história positivamente. Somos todos Atlético Nacional!

O futebol sul-americano sofreu um grande baque, mas quem investiu no Kashima Antlers está rindo à toa! Segundo dados do Bet365, quem acreditou na zebra japonesa certamente abriu um saquê para comemorar: a vitória rendeu R$4,75 a cada real investido! Para os que resolveram arriscar mais o lucro foi assustador: os que investiram no resultado de 3 a 0 para o Kashima recebem R$51 para cada real, ou seja, 100 reais se transformam em 5.100!

Vitória parcial dos Kashima e marco no futebol mundial

O duelo prometia ser interessante: o time que venceu a Libertadores com o maior número de pontos da história (33) contra o atual campeão japonês e anfitrião - chegou nas semis eliminando Auckland City e Mamelodi Sundowns. O que o torcedor que acordou cedo no Brasil viu foi simplesmente o melhor primeiro tempo da história do torneio! Que jogo espetacular!

Como já é característico da equipe, o Kashima começou o jogo pressionando demais a saída de bola - mostrando que não estava na partida unicamente para se defender. Do outro lado se via um Nacional calmo e trocando muitos passes no meio-campo: o time valorizava a posse de bola e logo dominou o duelo nos minutos iniciais. O Atlético finalizou várias vezes nos quinze primeiros minutos e por muito pouco não abriu o placar: Uribe obrigou o goleiro Sogohata a duas grandes defesas! Os japoneses responderam em seguida, sempre na velocidade, obrigando o goleiro Armani a trabalhar também. Jogão!

Os colombianos tiveram 60% de posse de bola e finalizaram 16 vezes no gol do Kashima, mas foi o time anfitrião quem abriu o placar. O gol veio de um jeito MUITO polêmico: em um pênalti anotado com o auxílio do recurso eletrônico - novidade da FIFA nesse Mundial. Na jogada, Mosquera trombou na área com Nishi Daigo do Kashima, impedido, mas o lance seguiu normalmente. A bola voltou a rolar e mais de dois minutos depois o árbitro foi avisado do lance e foi ao monitor para confirmar a penalidade máxima. A ideia foi boa, mas a execução foi péssima, até porque o jogador japonês estava impedido. Doi não quis nem saber: deslocou Armani e abriu o placar no Suita City Stadium aos 32 da primeira etapa.

O Nacional não sentiu o golpe em um primeiro momento - aumentou ainda mais a pressão e encurralou o Kashima no próprio campo de defesa nos minutos finais do primeiro tempo. O artilheiro Borja tentou por duas vezes, Mosquera acertou uma forte cabeçada no travessão, mas a bola não queria entrar. O Antlers se segurou muito bem e levou a vitória parcial no fim da primeira etapa.

Nervosismo e apagão no segundo tempo

O Atlético seguiu com a pressão nos dez primeiros minutos da segunda etapa: Borja e Berrío perderam grandes chances de empatar a partida. Porém, aos poucos a blitz foi se transformando em nervosismo na medida em que o tempo passava. Na famosa gíria do futebol: ‘a bola estava queimando no pé do Nacional’. O time ainda tinha a posse, mas não era mais objetivo - muitos passes errados e afoitos do time colombiano.

Mérito também para o time japonês: o Kashima soube se defender muito bem e explorou o tão sonhado contra-ataque para praticamente matar o jogo. Após bola cruzada por Shibasaki, Armani saiu mal do gol e a bola sobrou limpa para Endo que, de calcanhar, colocou no fundo das redes em grande estilo e complicou de vez a situação colombianos aos 37 da segunda etapa. O Nacional sentiu o golpe. Dois minutos depois, em mais um contra-ataque, Suzuki recebeu assistência de Mu Kanazaki e sacramentou a vitória do Kashima Antlers! O placar de 3 a 0 não traduz o que foi o jogo, mas o que vale é o resultado. Ainda assim, mesmo sem jogar a grande final, o Atlético Nacional já entra para a história.

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