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Todos contra um

Briga pelas quatro vagas para o acesso à Série A será acirrada, mas Vasco desponta como favorito ao título da Série B

Dono de um título da Libertadores, um Sul-Americano, uma Mercosul e quatro Brasileiros, entre muitos outros, o Vasco tem uma história que se destaca entre as das 20 equipes que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro este ano. Mas sua torcida, orgulhosa dessa história, anda machucada com o terceiro rebaixamento desde 2007. Por outro lado, reconhece o esforço e a coesão do time que superou suas limitações e está invicto há 30 partidas (ao menos até o fechamento deste texto, em 24 de maio). A última derrota, ainda na Série A de 2015, foi em 1º de novembro, para o Fluminense. A partir dali, o time se recuperou na competição, mas não a tempo de escapar da queda.

A invencibilidade permaneceu ao longo desses primeiros cinco meses de 2016. E resultou no bicampeonato Estadual, o 24º título carioca de sua história. Tanto pela força da camisa quanto pelo retrospecto recente, o Vasco começa essa série B como favorito absoluto ao primeiro lugar. O que é reforçado por um elenco que inclui um goleiro de primeira linha, o uruguaio Martín Silva; um camisa 10 experiente e com bom toque de bola, Nenê; um meia consistente, Andrezinho; e uma zaga que une a juventude de Luan e a experiência de Rodrigo. Tudo isso se reflete na cotação do time a cada jogo neste início de Série B. Nenhum paga tão pouco por aposta a cada jogo, menos que 2 para 1. Mas nenhum dá maior sensação de retorno garantido.

Chegar em primeiro não é a prioridade na série B. O importante é estar entre os quatro da frente, que ganham passagem de volta para a Série A. No ano passado, o quarto colocado, América-MG, precisou conquistar 65 dos 114 pontos possíveis para subir à divisão de elite. O primeiro colocado, Botafogo, ficou com 72. As 20 equipes que disputarão 38 rodadas até dezembro devem ter esses números em mente –lembrando que o Náutico, quinto colocado, chegou a 63 pontos, o que não foi suficiente para o retorno à primeirona.

Há vários clubes nessa briga, e todos na espreita para tentar roubar a primeira colocação do Vasco. Com 46 títulos estaduais baianos, o Bahia tem uma torcida apaixonada que aposta na recuperação depois da decepcionante nona colocação na Série B do ano passado. Além disso, houve um investimento forte em reforços, com a volta do goleiro Marcelo Lomba e a chegada do meia Renato Cajá e dos atacantes Thiago Ribeiro e Hernane. Jogadores experientes, com passagens por grandes clubes, e que jogaram a série A em 2015. Bem cotado nas apostas também está o Ceará, não por acaso um time com uma torcida capaz de lotar o Castelão. O principal reforço para o ano é o zagueiro Antônio Carlos.

Além do Vasco, caíram da série A para a B, no ano passado, Goiás, Avaí e Joinville. Vindos da primeira divisão, esses três times contam com uma expectativa maior para o retorno à elite. Com o técnico Enderson Moreira no comando, o Goiás tem no elenco veteranos como o goleiro Renan, o volante Wendel e o meia-atacante Daniel Carvalho. O Joinville manteve uma base, apoiada no goleiro Agenor, no zagueiro Bruno Aguiar, no volante Naldo e no meia Murilo. Mas ainda não convenceu os apostadores; na terceira rodada, contra o Bahia, por exemplo, estava pagando mais de 6 por 1. Já o Avaí, muito reformulado, ainda é uma incógnita. Além deles, as equipes de Paysandu, Náutico e Paraná têm potencial para estar na briga, garantindo muita emoção na busca por uma vaga.

A luta será para não ocupar os últimos lugares da tabela também será bem disputada. Vila Nova, Brasil de Pelotas, Tupi-MG e Londrina, que subiram este ano para a segunda divisão, vão ter que suar para não voltar à Série C. Além deles, CRB e Oeste (SP) começam a competição sem inspirar muita confiança nos apostadores. Em 2015, o 17º colocado, Macaé, caiu com 43 pontos – o Ceará, 16º, se salvou por pouco, ficando com 44. O 20º e último colocado, Mogi Mirim, fez apenas 23 pontos em 38 partidas.

A série B não tem o charme da A. Mas é garantia de confrontos aguerridos, muitas vezes ganhos mais na vontade do que na técnica. Raça e organização em campo são as tônicas das equipes mais bem-sucedidas. O talento de um ou outro jogador, artigo um pouco mais raro na segundona, no entanto, pode fazer toda a diferença.

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