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Alguém desbanca os Estados Unidos?

Dono de quatro ouros em cinco edições olímpicas, americanas enfrentarão adversárias de peso no Rio de Janeiro

Enquanto os homens disputam os Jogos Olímpicos desde Paris 1900, o futebol feminino entrou no Programa Olímpico somente em Atlanta 1996. Desde então, a modalidade ganhou mais popularidade entre as mulheres e o predomínio de uma nação no pódio: os Estado Unidos. Nas cinco edições realizadas a equipe conquistou quatro ouros e uma prata. Apenas a Noruega, em Sydney 2000, desbancou a hegemonia americana. Diante deste cenário, nos Jogos Rio 2016 mais uma vez temos as americanas como favoritas.

Tamanho domínio americano explica-se pela consolidada estrutura da modalidade e sua imensa popularidade entre as mulheres no país. Presentes em todas as finais olímpicas da história, as americanas chegarão ao Rio de Janeiro embaladas pela conquista da última Copa do Mundo, em 2015, no Canadá, onde venceram o Japão na final por 5 a 2. Além dos quatro ouros olímpicos, as americanas possuem outros três títulos de Copa do Mundo. A craque do time é a atacante Carli Lloyd, eleita a melhor jogadora do mundo pela FIFA em 2015. A atleta, que estará com 34 anos no Rio 2016, segue em plena forma. Autora dos gols dos títulos olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012, Lloyd também fez três dos cinco gols da última final da Copa do Mundo.

Após a conquista do Mundial de 2015, entretanto, uma série de problemas se abateu sobre a seleção americana.  A maior artilheira da equipe em todos os tempos, Abby Wambach, com 184 gols, além de Lauren Holiday e Shannon Boxx anunciaram aposentadoria. Megan Rampone sofreu uma lesão no joelho, enquanto Sydney Leroux espera o primeiro filho e não está mais com a seleção. Os Estados Unidos apostam então no surgimento de uma nova e talentosa geração para brilhar no Rio, com destaque para nomes como Crystal Dunn, Lindsey Horan e Mallory Pugh, de apenas 17 anos.

Uma das principais rival das americanas na atualidade é a Alemanha. O país europeu é bicampeão da Copa do Mundo (2003 e 2007), mas nunca subiu ao topo do pódio olímpico. As melhores colocações da Alemanha em Olimpíadas foram as medalhas de bronze em Sidney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. Porém, na última edição dos Jogos, em Londres, o país ficou de fora da disputa olímpica pela primeira vez após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2011. Na última Copa do Mundo, em 2015, o país ficou em quarto lugar. Os destaques da equipe são Celia Sasic e Nadine Angerer, que estiveram entre as dez melhores do mundo na última eleição da FIFA.

Adversário dos Estados Unidos na última final olímpica e nas duas últimas decisões de Copa do Mundo, o Japão é uma das forças emergentes do futebol feminino mundial. Em 2011, na Copa da Alemanha, conseguiu desbancar as americanas na decisão por pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal. A equipe é liderada pela experiente Homare Sawa, de 37 anos, eleita a melhor jogadora do mundo em 2011.  

Conhecido mundialmente como o país do futebol, o Brasil não possui uma liga feminina desenvolvida, mas mesmo assim sempre esteve entre as principais forças da modalidade, graças aos talentos de suas jogadoras. Desde Atlanta 96, o país sempre esteve entre os quatro primeiros colocados, tendo conquistado a prata em Atenas e Pequim (ambas derrotas para os Estados Unidos). Porém, nos últimos Jogos, em Londres, ficou fora das semifinais pela primeira vez. Contando novamente com os talentos das veteranas Marta, Formiga e Cristiane, agora o Brasil tentará fazer história em casa. A tarefa não será fácil, já que a nova geração não vem alcançando o mesmo brilho das anteriores em competições internacionais. O time aposta na força da camisa e no apoio da apaixonada torcida verde e amarela.

Além dos Estados Unidos, o Brasil é a única seleção que participou de todas as edições olímpicas na modalidade. A outra era a Suécia, que não estará no Rio 2016. Uma das lendas da modalidade, a meio-campista Formiga entrará para a história na Cidade Maravilhosa ao participar de sua sexta edição olímpica consecutiva. O Brasil abre sua participação no Rio 2016 no dia 3 de agosto, dois dias antes da Cerimônia de Abertura oficial, contra a China, e terá ainda a Suécia e a África do Sul como rivais no Grupo E.

Um dos países que mais cresceram nos últimos tempos foi a França. Em 2011, a seleção francesa registrou o seu maior sucesso ao terminar na quarta colocação da Copa do Mundo Feminina, garantindo também a vaga no Torneio Olímpico de Futebol Feminino 2012. Na estreia olímpica, as francesas terminaram novamente no quarto lugar. Na última edição do Mundial, caiu nas quartas de final para a Alemanha nos pênaltis. O time é comandado pelo ex-goleiro Philippe Bergeroo, que esteve ao lado do treinador Aimè Jacquet na histórica conquista francesa da Copa do Mundo masculina de 1998.

O sorteio dos grupos colocou Canadá, Austrália, Zimbábue e Alemanha no Grupo F dos Jogos Olímpicos. Já o G terá Estados Unidos, Nova Zelândia, França e Colômbia. Avançam às quartas os dois primeiros colocados de cada chave, além dos dois melhores terceiros.

Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo receberão jogos do torneio olímpico de futebol. A decisão da disputa feminina está marcada para o Maracanã, dia 19 de agosto, sexta-feira. 

 

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