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Rumo ao alto do pódio

Duplas brasileiras de vôlei de praia estão entre as favoritas à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016 

A poucos dias do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016, as duplas de vôlei de praia masculinas e femininas do Brasil despontam como favoritas a ganhar medalhas, principalmente de ouro. Entre os homens, os representantes são Alison/Bruno Schmidt e Pedro Solberg/Evandro. Entre as mulheres, Larissa/Talita e Ágatha/Bárbara Seixas. A confiança no sucesso é tamanha que, de acordo com as projeções do Comitê Olímpico Brasileiro, a modalidade poderá garantir ao país quatro medalhas no quadro geral. O retrospecto recente justifica o otimismo.

Atuais líderes do ranking masculino, Alison e Bruno Schmidt faturaram este mês o título de campeões mundiais, na Holanda, e serão cabeças-de-chave número 1 nos Jogos, enfrentando Binstock/Schachter (Canadá), Carambula/Ranghieri (Itália) e Doppler/Horst (Áustria). Do alto de seus 2,03 metros, que lhe renderam o apelido de ‘Mamute’, Alison conta com a experiência de ter sido medalhista de prata em Londres 2012 ao lado de Emanuel, que se aposentou. Já Bruno Schmidt compensa a menor estatura – ele tem 1,85 metro - com técnica e habilidade. Quem acreditar que eles ficarão no topo do pódio poderá ganhar cerca de R$ 4,50 para cada real investido.

Também este mês, Pedro Solberg e Evandro ganharam o Major de Gstaad, na Suíça. A conquista mostra uma subida de produção após uma temporada em que os resultados não vinham acontecendo. Terceira colocada no circuito do ano passado, a dupla vai encabeçar o grupo 4 e terá como adversários Samoilovs/Smedins (Letônia), Saxton/Schalk (Canadá) e Diaz/Gonzalez (Cuba). Pedro é filho da ex-jogadora da Seleção brasileira feminina de vôlei de quadra Isabel. Além disso, já foi campeão mundial de vôlei de praia sub-19 (2002) e sub-21 (2003 e 2006), e eleito o Rei da Praia em 2009. Seu companheiro é Evandro, considerado o melhor sacador de 2015, que ainda tem outro ponto forte: a altura – ele mede 2,10 metros.

Mesmo com a torcida a favor e acostumados à areia da Praia de Copacabana, os brasileiro terão adversários de peso. País recordista em medalhas no esporte, os Estados Unidos trarão para o Rio, no masculino, Phil Dalhausser – ouro em Pequim 2008 – ao lado do estreante Nick Lucena; e Jake Gibb – pela terceira vez em uma Olimpíada – com o novato Casey Patterson. Também estão bem cotadas as duplas da Holanda, Alexander Brouwer/Robert Meeuwsen e Reinder Nummerdor/Christiaan Varenhorst.

No Rio, as mulheres brasileiras farão tudo para repetir o que aconteceu há 20 anos, em Atlanta, quando Jaqueline e Sandra ficaram com a medalha de ouro e Adriana e Mônica, com a de prata. Desta vez, a dupla Larissa/Talita é apontada como aquela a ser batida pelas demais. Bronze nos Jogos de Londres (ao lado de Ana Paula Connelly), Larissa acumula títulos nacionais e internacionais. Ela e Talita são hoje as primeiras do ranking mundial e ocuparam o pódio em cinco dos oito torneios que disputaram este ano. A conquista do ouro olímpico valerá R$ 5,50 para cada real apostado nas duas. No Grupo A, elas terão pela frente as polonesas Brzostek e Kolosinka, as americanas Fendrick e Sweat e as russas Ukolova e Birlova.

Credenciadas pelo título mundial do ano passado, na Holanda, Ágatha e Bárbara Seixas vão estrear em Olimpíadas. Na temporada atual, a dupla preferiu intensificar os treinamentos com foco nos Jogos do Rio e teve um desempenho mais discreto nas competições, ficando com a prata no Major Series de Hamburgo e o bronze no Open de Maceió. Na primeira fase, enfrentarão Liliana Fernandez/Elsa Baquerizo (Espanha), Ana Gallay/ Georgina Klug (Argentina) e Hermannova/Slukova (República Tcheca).

As brasileiras precisarão passar por adversárias duríssimas, também candidatas a chegar à posição mais alta do pódio. A começar pela dupla formada por Kerri Walsh Jennings e April Ross, dos Estados Unidos. A primeira é tricampeã olímpica e a segunda foi medalha de prata em 2012. Com atuações consistentes, as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst estão em plena forma. Atuais campeãs europeias, já desbancaram as duas duplas brasileiras, mês passado, em jogos na Alemanha e na Polônia.

O vôlei de praia passou a integrar o programa olímpico nos Jogos Atlanta 1996 e, desde então, o Brasil conquista pelo menos uma medalha por edição. São 11 no total, sendo duas de ouro, seis de prata e três de bronze. Agora, no Rio, diante das arquibancadas lotadas da Arena de Copacabana, as duplas brasileiras querem confirmar as expectativas ocupar o maior número de lugares possíveis no pódio – se possível ouvindo o Hino Nacional para festejar os títulos junto com a torcida.

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