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De Wimbledon para o Rio, com sede de vitórias

Andy Murray e Serena Williams vencem o principal torneio de tênis do mundo e agora só pensam em conquistar novamente a medalha de ouro olímpica

Daqui a menos de um mês, os brasileiros apaixonados por tênis terão a oportunidade de ver, durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, os dois campeões do Torneio de Wimbledon, que aconteceu neste fim de semana. Após vencerem a mais importante e tradicional disputa do Grand Slam, o britânico Andy Murray e a americana Serena Williams virão ao Rio de Janeiro dispostos a levar, pela segunda vez consecutiva, a medalha de ouro em partidas de simples. Quem esteve presente ao All England Club pôde testemunhar verdadeiros shows dos dois atletas.

No domingo, Andy Murray fez a festa da torcida e confirmou seu favoritismo. A vitória sobre o canadense Milos Raonic – sétimo colocado no ranking – teve sabor especial para o vice-líder da ATP. Este ano, ele voltou a ser treinado pelo tcheco Ivan Lendl, lendário tenista que marcou época como melhor do mundo entre o final dos anos 80 e o início da década de 90. O favoritismo de Murray podia ser sentido também nas apostas. Enquanto o britânico pagava menos de 3 para 1, a aposta em Raonic pagaria quase 10 para 1. A confiança do apostador em Murray justificou-se na partida.

O placar de 3 a 0, no entanto, não espelha a dificuldade que o britânico teve para conter o adversário, dono de um dos saques mais potentes do circuito.  Foram sets muito disputados (6/4, 7/6 e 7/6) em que Murray se destacou pela consistência, como comprovam estatísticas da partida. Marcou 87% quando acertou o primeiro serviço e assinalou 36 pontos de devolução, contra 24 do canadense. Além disso, aplicou sete aces, apenas um a menos que Raonic, e cometeu 12 erros não forçados, 17 a menos do que o canadense.

Treinado por Lendl, o britânico já havia faturado os títulos do US Open de 2012 e de Wimbledon em 2013. Já Raoni chegou pela primeira vez a uma decisão de Grand Slam e pode comemorar o fato de ter eliminado Roger Federer na semifinal. A final foi um duelo de estilos. O canadense tentou explorar ao máximo a força de seu saque e as subidas à rede. Já Murray, além de caprichar nas devoluções, também sacou forte e manteve a agressividade para forçar os erros do oponente. Foi assim, após um voleio na rede, que Raonic teve o serviço quebrado e acabou perdendo o primeiro set. O segundo foi até o tie-break, quando o canadense se desestabilizou ao cometer duas duplas-faltas. O período derradeiro também foi equilibrado. Murray precisou salvar dois break-points para levar o jogo para o tie-break em que novamente se sobressaiu jogando com mais tranquilidade.

Na final de duplas masculinas, que envolveu quatro franceses, Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut superaram Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin e venceram por 3 sets a 0. Nas duplas mistas, o finlandês Henri Kontinen e a britânica Heather Watns ganharam de 2 a 0 do austríaco Oliver Marach e da letã Jelena Ostepanenko.

No sábado, em apenas 1h21, Serena derrotou a alemã Angelique Kerber por 2 sets 0, parciais de 7/5 e 6/3. Com o resultado, a número 1 do mundo alcança marcas impressionantes: foi o seu sétimo título em Wimbledon e passou a somar 22 Grand Slams na carreira, repetindo duas marcas de Steffi Graf. Apenas Martina Navratilova ganhou mais vezes em Londres, nove. Apesar da derrota, Kerber – que havia superado a americana na final do Australian Open deste ano – deve subir da quarta para a segunda posição no ranking da WTA. A confiança em Serena foi enorme. Enquanto a americana pagava em torno de 2.5 para 1, a alemã pagava 13 para 1.

O primeiro set foi equilibrado, com as duas tenistas conseguindo confirmar seus serviços. Mas Serena justificou a confiança em seu jogo. Tanto Serena quanto Kerber mantiveram uma postura agressiva, com longos ralis (o mais demorado teve 21 trocas de bola) e alternância de vantagem. Até que no 11º game, a americana conseguiu dois break points. A alemã salvou o primeiro, mas acabou forçando demais uma bola e perdeu o set. No segundo, o equilíbrio se manteve até o sétimo game, mas Serena quebrou o serviço da oponente, fez 5 a 3 e, encaixando um saque atrás do outro, fechou o jogo.

Como se não bastasse, a tenista de 34 anos, que é uma das maiores da história, também foi campeã de duplas. Ao lado da irmã Venus, ela derrotou a húngara Timea Babos e a cazaque Yaroslava Shvedova por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4). As Williams já haviam vencido o torneio em 2000, 2008 e 2009, somando 14 conquistas de Grand Slams em parceria. Após o título – que foi assistido por celebridades como a cantora Beyoncé e o marido, o rapper Jay Z; a atriz Maisie Williams, de Game of Thrones; e a apresentadora Ellen DeGeneres –, Serena revelou ter buscado inspiração em outro astro do esporte norte-americano: o jogador de basquete LeBron James. Eleito o melhor das finais deste ano da NBA, ele conduziu o Cleveland Cavaliers a uma virada inédita sobre o Golden State Warriors quando perdia por 3 a 1 na série, vencendo por 4 jogos a 3.

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