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Amanda Finaliza Tate E É A Primeira Brasileira Campeã Do UFC

Foi histórico. Realizado na madrugada de domingo em Las Vegas (EUA), o UFC 200 terminou com a consagração da baiana Amanda Nunes. A atleta de 28 anos finalizou a então campeã Miesha Tate e tornou-se a primeira brasileira a ganhar um cinturão no UFC.

Amanda foi perfeita. Em apenas 3min16, castigou e fez sangrar a norte-americana até encerrar a luta com um mata leão. 

"Eu mandei uma mensagem para o Dana e disse a ele que seria a nova campeã do UFC”, vibrou Amanda, que dedicou o cinturão à sua avó.

"Todo lutador tem chance de mudar seu estilo. Sou esse tipo de lutadora, precisei buscar alternativas para as coisas acontecerem na minha vida. A Miesha foi uma adversária bastante dura. Há dez anos eu venho trabalhando muito forte para isso. Agora vou ao Brasil visitar minha família.” 

O título de Amanda veio no maior cenário possível, o que torna sua conquista ainda mais especial. Como Jon Jones foi pego no doping, a luta da brasileira acabou virando a mais importante do UFC 200.

Mais nova de três irmãs, Amanda nasceu em Pojuca, no interior da Bahia. Parou nas lutas porque precisava extravasar o excesso de energia e dar um pouco de sossego para a família. Daí para o judô, jiu-jitsu, capoeira, boxe e caratê foi um pulo. Já treinava forte aos 15 anos. E hoje é a melhor do mundo com méritos.

De acordo com as estatísticas do Odds Shark, Amanda gerava probabilidade para vencer de 3.10. Tate previa 1.40 - a cada 1 dólar apostado, só 40 cents de lucro com seu triunfo.

ANDERSON É SUPERADO, MAS OVACIONADO

Lutando como substituto de Jon Jones, Anderson Silva não ofereceu muita resistência a Daniel Cormier e foi vencido por decisão unânime dos juízes. Mesmo lento e dominado por todo o duelo, o Spider terminou a luta com total aprovação do público presente à novíssima T-Mobile Arena. 

A coragem de Anderson de encarar o duelo mesmo sabendo que suas chances eram mínimas chamou a atenção e mereceu aplausos. Afinal, lutadores de sua dimensão dificilmente se prestam a ser figurantes. Sua condição de azarão se viu nas estatísticas: 4.80 por sua vitória, contra 1,21 de Cormier.

“Valeu pelo desafio, espero que isso sirva de exemplo para os brasileiros e para todas as pessoas que estão aqui hoje", afirmou Anderson. Ele, que já foi campeão dos médios, não vence uma luta desde outubro de 2012. "Para mim foi uma grande superação pessoal. Consegui colocar em prática o que desenvolvi durante todos esses anos. Estou há muito tempo sem treinar, desde a cirurgia”, concluiu, sobre a intervenção sofrida na vesícula em maio.

Sua grande dificuldade foi a luta no chão. Cormier logo encurralou o brasileiro na grade e deu a tônica que seria vista nos três assaltos: domínio sobre o adversário fora de forma.

JOSÉ ALDO SE RECUPERA

Depois de ser atropelado em apenas 13 segundos por Connor McGregor, José Aldo retomou interinamente o cinturão dos pesos penas. Ele superou Frankie Edgar e venceu por decisão dos juízes.

O manauara chamou McGregor para briga tão logo teve sua vitória anunciada. “Podem ter certeza de que ele não vai ter a mesma sorte na próxima vez que eu pegá-lo aqui”, disse, com o adversário logo nas primeiras filas. 

José Aldo mudou radicalmente sua estratégia para o combate, deixando de dar os seus famosos chutes. Tudo para iludir Edgar, que já havia sido superado pelo manauara em luta anterior.

“Sabia que ele estava esperando pelos meus chutes e pelo meu jab e que iria contra-atacar assim que pudesse. Quis confundir a cabeça dele. Acho que dei só uns três chutes na luta toda, mas assim foi melhor. Pude dosar bem o que precisava e o que tinha de fazer. Me segurei. Deu certo.”

Na outra luta do card principal, o ex-campeão dos pesos pesados, o americano Brock Lesnar, venceu Mark Hunt em sua primeira luta no UFC depois de quase cinco anos de ausência por problema de saúde.

Lesnar surpreendeu. Com boa técnica e preparo físico, exibiu um eficiente desempenho no chão, não dando chances ao adversário que pouco fez ao longo dos três rounds. 

Para subir na T-Mobile Arena, Lesnar levou 2,5 milhões de dólares (R$ 8,2 milhões), sendo agora o lutador a receber a maior quantia do UFC na história. 

EM BRANCO NO CARD PRELIMINAR

Se vibrou com as vitórias de Amanda Nunes e José Aldo, o Brasil não teve o que comemorar com os desempenhos dos dois lutadores do país no card preliminar.

Tanto Raphael Assunção quanto Thiago Marreta saíram de mãos vazias. Assunção perdeu a revanche para T.J. Dillashaw por decisão unânime. Marreta foi nocauteado pelo experiente Gegard Mousasi logo no primeiro assalto do combate válido pela categoria dos pesos médios.

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