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Um novo líder

Hamilton vence de novo e está à frente no campeonato de Fórmula 1 pela primeira vez no ano

Foi mais um show de competência e técnica do tricampeão Lewis Hamilton. Competência para conquistar a liderança com uma largada perfeita, superando seu rival e ‘companheiro’’ de equipe, Nico Rosberg, que ocupava a pole position. E técnica para manter-se na frente durante todo o tempo e alcançar, afinal, a liderança do campeonato pela primeira vez este ano - chegando à sua 48ª vitória na Formula 1 no dificílimo GP da Hungria, 11ª etapa da competição. Com mais esse pódio vencedor, Hamilton fica atrás, apenas, de duas absolutas lendas do esporte: o heptacampeão alemão Michael Schumacher, com suas incríveis 91 vitórias, e o tetra francês Alain Prost, com 51.

A chuva que interferiu nos treinos passou longe do autódromo de Hungaroring na corrida, reduzindo muito a possibilidade de que outro piloto, excetuando os dois da Mercedes, pudesse ganhar. Hamilton aproveitou muito bem o vacilo de Rosberg, pulou na frente e liderou de ponta a ponta, com apenas um erro: já perto do final da prova, escorregou, saiu levemente da pista e deixou seu adversário direto chegar à perigosa distância de 0,561 segundo, suficiente para a abertura da asa móvel.

A recuperação, no entanto, foi imediata, e logo a diferença entre os dois voltou a se estabilizar na faixa de dois segundos - controlada com absoluta competência por Hamilton, que, com o resultado e os vinte e cinco pontos que ganhou, colocou seis à frente de Rosberg, que até então liderava por apenas um ponto. Agora, Hamilton tem 192 e Rosberg, 186 pontos.

Hamilton igualou-se a Nico em número de vitórias, com cinco para cada – a outra foi de Marx Verstappen, da RBR, na Espanha. Um resultado que veio num momento estratégico do campeonato e que pode ter uma grande influência no emocional dos dois pilotos da Mercedes. Rosberg chegou a estar 43 pontos à frente e viu o inglês vencer quatro das últimas cinco corridas. Com isso, Hamilton tem tudo para chegar relativamente mais relaxado à última prova dessa primeira fase, domingo que vem, na Alemanha, antes da parada de férias.

As apostas para essa 12ª corrida da temporada já começaram. Hamilton por enquanto pula na frente também no quesito confiança do apostador, pagando apenas R$ 1,72 para cada real investido. Rosberg paga R$ 3,25 e Vettel, R$ 8,50. Os outros pilotos estão pagando mais de R$ 10. Nas apostas para o vencedor final da temporada, o inglês também leva vantagem, pagando R$ 1,25, contra R$ 4 de Rosberg. Parece pouco provável que alguém consiga tirar esse título dos pilotos da Mercedes. Mas quem quiser ser muito ousado e acreditar em Vettel, por exemplo, será recompensado com R$ 151 para cada real colocado, o que parece ser impossível de acontecer.

Se o que se viu no GP da Hungria contar alguma coisa – e conta muito –, no entanto, a briga é mesmo de Hamilton e Rosberg, como tem sido desde o início da temporada. Como já era esperado, a pista da Hungria, por ser estreita e travada pelo número de curvas, não ofereceu muitas chances de ultrapassagens – a grande exceção foi a de Hamilton sobre Rosberg. Mas isso não impediu belas e acirradas disputas pelas demais primeiras colocações. A cada prova, mais fica evidente que há duas competições: uma entre os pilotos da Mercedes e outra entre RBR e Ferrari, em especial. O ótimo Daniel Ricciardo (RBR) sustentou uma bela disputa com o tetracampeão Sebastian Vettel e conquistou um terceiro lugar muito comemorado.

A outra grande disputa da competição foi protagonizada pela ‘sensação’ do campeonato, o jovem holandês Marx Verstappen, de apenas 18 anos, que conseguiu se manter à frente de Kimi Raikkonen, apesar das inúmeras e insistentes tentativas de ultrapassagem protagonizadas pelo campeão finlandês de 2007. Se o quinto lugar não foi ruim para Verstappen, a sexta colocação de Raikkonen também não pode ser desconsiderada: ele largou de um modesto 14º lugar.

Os outros pilotos que pontuaram foram o bicampeão espanhol Fernando Alonso, da MacLaren (sétimo lugar); Carlos Sains, da STR; Valtteri Bottas, da Williams; e Nico Hulkenberg, da Force India. Os brasileiros foram muito mal: Felipe Nasr, da Sauber, ficou num modesto 17º lugar, uma posição à frente de Felipe Massa, da Williams.

A próxima etapa da competição, na Alemanha, domingo que vem, surge com um caráter especialíssimo: o último piloto a vencer foi justamente Nico Rosberg, em 2014 (o GP do ano passado foi suspenso). Correndo em casa, apesar da ‘concorrência’ de Sebastian Vettel, um ídolo incontestável, Rosberg aparece como candidato real à vitória.

Ao fim da 11ª etapa, o campeonato tem os dois pilotos da Mercedes (Hamilton e Rosberg) em primeiro e segundo lugares, com 192 e 186 pontos, respectivamente; Daniel Ricciardo, da RBR, em terceiro, com 115; Kimi Raikkonen, da Ferrari, em quarto, com 114; Sebastian Vettel, também da Ferrari, em quinto, com 110; e Max Versttapen, da RBR, em sexto, com 100.

Felipe Massa está apenas em nono lugar, com 38 pontos, e Felipe Nasr em 22º, sem pontuação. O ano também não se mostra nada favorável ao espanhol Fernando Alonso (McLaren), que tenta se manter vivo, embora ocupe um desconfortável 13º lugar, com apenas 24 pontos.

Entre as principais equipes, a liderança folgada é da Mercedes, com 378 pontos, seguida pela Ferrari (224), RBR (214) e Williams (94) e Force India (74).

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